Reviravolta: Marcos Barbosa pode mudar chapa da federação em Alagoas

A chapa de deputado estadual da federação PT, PV e PCdoB em Alagoas pode passar por uma reviravolta na reta final das filiações. A principal mudança em curso é a possível entrada do deputado estadual Marcos Barbosa (Solidariedade) no grupo.

A informação, que já circula há alguns dias nos bastidores, foi confirmada ao jornalista Wadson Régis pelo deputado Ronaldo Medeiros, presidente do PT em Alagoas, que trata a filiação como estratégica. Segundo ele, Marcos Barbosa — definido como “lulista e dilmista” — chega para reforçar o desempenho eleitoral da chapa.

Atualmente, a Federação tem dois deputados estaduais e trabalha com expectativa de eleger três. Com a nova composição, a projeção interna passa a considerar a possibilidade de eleger até quatro deputados estaduais.

Hoje, a base da chapa está concentrada nos atuais parlamentares Ronaldo Medeiros e Silvio Camelo, ambos candidatos à reeleição. Além deles, aparecem outros nomes com potencial eleitoral, a exemplo de Teca Nelma, Judson Cabral, Elida e Alycia.

Mas a definição ainda depende de ajustes internos. A federação terá 28 vagas para deputado estadual. A divisão segue o desempenho de cada partido na eleição anterior. O PV, por exemplo, deve ficar ao menos com cinco nomes. Antes da consolidação final, cada legenda organiza sua própria lista de candidatos.

Essa é a chave do mistério – ou do imbróglio – que pode ou não promover uma reviravolta na reta final.

Apesar de atuarem juntos como federação, PT, PV e PCdoB mantêm estruturas independentes. Como disse Silvio Camelo, “cada partido tem seu próprio CNPJ”, o que permite estratégias distintas dentro da mesma federação.

Na prática, isso pode gerar divergências na montagem da chapa. Com vários deputados de mandato em busca de novas legendas, movimentos de última hora podem gerar “tilts” e até provocar a implosão da chapa.

A chegada de Marcos Barbosa, que em tese tem potencial eleitoral para disputar a segunda ou terceira vaga, foi aceita com a condição vir acompanhada de outros nomes. Um deles é Neno da Laje, ainda em fase de articulação. Com o reforço, a federação teria chances reais de fazer quatro vagas.

Marcos que se filiaria ao PT, no entanto, pode provocar um efeito colateral indesejado: a migração de Camelo para outra legenda. Ele estaria conversando – embora não tenha confirmado também em declarações a Wadson Régis – com o PDT.

Ao mesmo tempo, há um fator que pode alterar – e muito – novamente o cenário: a possível filiação de Lucas Barbosa, filho do prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa.

Nesse caso, Ronaldo Medeiros já estabeleceu uma condição: só aceita Lucas se o deputado federal Daniel Barbosa também se filiar ao grupo.

O recado indica cautela na composição. Isso porque Lucas teria, pelo peso político do pai, a capacidade de espantar outros candidatos da chapa. Mas essa é outra história.

Federal

A federação também enfrenta dificuldades para montar a chapa federal. O deputado Paulão é candidato à reeleição, mas depende de nomes competitivos para fortalecer a disputa. O partido tem buscado apoio do senador Renan Calheiros e do governador Paulo Dantas, mas ainda não tem perspectivas reais.

Nesse ambiente, surgem nomes em avaliação, como Daniel Barbosa e Marina Candia. Os dois foram convidados, mas seguem não sinalizaram positivamente.

No momento, o foco está na chapa estadual, que segue em aberto. Como resumiu Silvio Camelo: “até o dia 4, muita coisa pode acontecer, inclusive nada”.

A frase sintetiza o cenário. A poucos dias do prazo final, a federação vive um momento de ajustes — e de possível reviravolta.

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