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Federação União Progressistas oficializa Arthur Lira como candidato ao Senado

Diante de mais de 50 prefeitos e centenas de apoiadores, o deputado federal Arthur Lira negou, neste domingo (2), ter liberado sua base política para apoiar JHC (PSDB) ou Renan Filho (MDB) na disputa pelo Governo de Alagoas. A declaração foi dada durante o lançamento de sua pré-candidatura ao Senado Federal, ao ser questionado sobre o posicionamento de aliados divididos entre os dois principais projetos políticos do estado.


Durante a oficialização de seu nome para disputar o Senado Federal, através da Federação União Progressistas, união do dos partidos Progressistas e União Brasil, ele também negou ter liberado sua base política para apoiar o prefeito de Maceió, JHC.

Segundo o deputado, uma declaração feita durante a inauguração de uma avenida em Arapiraca foi interpretada como autorização para que os integrantes de seu grupo escolhessem livremente. Naquela ocasião, apenas deixou claro que não permaneceria parado à espera da definição das alianças. “Eu disse que não ia ficar parado, esperando que as coisas acontecessem. Eu ia continuar tocando a minha vida”, declarou.


E afirmou que o impasse com o PSDB não pode ser resolvido por simples palavras. Declarou que o grupo até pode apoiar o PSDB de JHC para o governo, mas condicionou isso a não aceitar que o outro grupo indique um nome para a vaga ao Senado.


Na coletiva, o parlamentar afirmou ainda que, caso seja eleito senador, pretende colaborar com o próximo governador de Alagoas, mesmo que o vencedor não seja o candidato por ele escolhido. “Mesmo que eu escolha um para votar e esse governador não venha a se eleger, e eu, eleito como senador, se for da vontade da população alagoana, estarei cumprindo um papel importante em ajudar o estado, seja qual for o governador eleito”.


Ele afirmou ainda que pretende fazer uma oposição responsável ao atual governo estadual e criticou a falta de palavra e cumprimento de acordos políticos nos bastidores locais. Mas foi categórico em dizer que a escolha não foi motivada por vaidade. “Por que querer ser senador? Por que aceitei o desafio de disputar o Senado? Não é possível que tenha aqui uma pessoa que diga que é por vaidade. Eu não tenho”, afirmou.

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