O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, emitiu uma ordem nesta segunda-feira (25) para restabelecer o acesso da internet no Irã aos níveis anteriores aos da guerra, informou a mídia estatal iraniana.
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➡️ O regime iraniano vinha limitando o acesso à internet desde o fim de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, dando início à guerra. Desde então, apenas alguns iranianos conseguem acessar a rede através de VPNs caras e avançadas. A maioria da população está totalmente sem acesso à internet há 87 dias.
Segundo a agência estatal iraniana Fars News, o acesso à internet voltará ao “status anterior” às restrições. Ainda não foi divulgado um prazo para o retorno da rede no país.
A Fars disse ainda que o restabelecimento foi determinado pela Sede da Organização Especial do Ciberespaço, um órgão subordinado à vice-presidência do país, e submetido ao presidente, que acatou a recomendação.
“De acordo com o comunicado da base de informações do governo, essa sede (…) aprovou o retorno da internet internacional ao seu status anterior, e essa decisão será anunciada para implementação após a aprovação do Presidente”, afirmou a agência.
A restrição ao acesso à internet, que praticamente cortou as comunicações do Irã com o resto do mundo, foi determinada pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, órgão do governo responsável por assuntos de segurança. Na ocasião, o conselho alegou medidas de segurança por conta do conflito.
Nas últimas semanas, de acordo com a Fars, o Conselho de Segurança Nacional vinha restabelecendo alguns pontos de acesso à internet, de forma gradual. A agência afirma, no entanto, que há discordâcias internas sobre o restabelecimento total da internet.
O presidente iraniano ainda não havia se pronunciado sobre a determinação até a última atualização desta reportagem.
Esta reportagem está em atualização.
Acordo

Irã afirma que não há acordo iminente com EUA pelo fim da guerra
Tambén nesta segunda, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou que as negociações para um acordo entre Irã e Estados Unidos estão “progredindo bem!”, apesar do vai e vém dos últimos dias — no sábado, o presidente norte-americano afirmou esperar chegar a um acordo até domingo. No dia, seguinte, porém, mudou de discurso e afirmou ter instruído seus negociadores a não ter pressa.
Já o Irã contradisse Trump e afirmou que não há acordo iminente.
A pressão interna pode ter afetado as decisões do presidente norte-americano, que vem sendo criticado por seus próprios aliados por supostamente ceder muito a Teerã no acordo.
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Em imagem de arquivo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu assina os Acordos de Abraão, que selaram o entendimento de vários países árabes com Israel, ao lado de Donald Trump na Casa Branca, em em 2020. — Foto: Shealah Craighead/Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (25) ter pedido a líderes de países árabes que aderissem aos Acordos de Abraão, tratados que normalizam as relações desses países com Israel. Trump sugeriu que seu acordo de paz com o Irã estaria condicionado à adesão em massa aos Acordos de Abraão.
“Durante minhas conversas no sábado (…), afirmei que, após todo o trabalho realizado pelos Estados Unidos para tentar resolver esse quebra-cabeça tão complexo, deveria ser obrigatório que todos esses países, no mínimo, assinassem simultaneamente os Acordos de Abraão”, escreveu o norte-americano em uma postagem em sua rede social Truth Social.
➡️ Os Acordos de Abraão são um conjunto de tratados criados em 2020 que determinam que países árabes passem a ter relações diplomáticas com Israel. Os acordos foram assinados por Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Sudão, Cazaquinstão e Marrocos, além de Israel, e a ideia era ampliá-los, mas as discussões para a adesão de outros países foram interrompidas com a guerra na Faixa de Gaza.
Segundo Trump, ele conversou com líderes do Catar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Paquistão, Turquia, Egito, Jordânia e Bahrein no sábado. Ele não informou se os líderes dos países que ainda não aderiram ao acordo acataram o pedido.
“É possível que um ou dois (países) tenham um motivo para não fazê-lo (assinar o acordo), e isso será aceito. (…) Os Acordos de Abraão provaram ser, para os países envolvidos, um boom financeiro, econômico e social, mesmo durante este período de conflito e guerra, com os membros atuais jamais sequer sugerindo a saída ou mesmo uma pausa”, afirmou o norte-americano.



