{"id":779,"date":"2026-05-28T15:03:07","date_gmt":"2026-05-28T18:03:07","guid":{"rendered":"https:\/\/conexaoinhame.com.br\/?p=779"},"modified":"2026-05-28T15:03:08","modified_gmt":"2026-05-28T18:03:08","slug":"alagoas-registra-queda-de-684-no-desmatamento-em-2025-segundo-mapbioma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/conexaoinhame.com.br\/?p=779","title":{"rendered":"Alagoas registra queda de 68,4% no desmatamento em 2025, segundo MapBioma"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dados do Relat\u00f3rio Anual do Desmatamento no Brasil (RAD2025), divulgado pela plataforma MapBiomas, revelam que Alagoas registrou uma redu\u00e7\u00e3o de 68,4% no desmatamento em 2025, apresentando um dos maiores recuos proporcionais do pa\u00eds no per\u00edodo analisado. Neste sentido, o Instituto do Meio Ambiente (IMA-AL) tem atuado efetivamente para evitar a supress\u00e3o vegetal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o relat\u00f3rio, foram desmatados 871 hectares (ha) de vegeta\u00e7\u00e3o nativa em Alagoas ao longo do \u00faltimo ano, o que corresponde a aproximadamente 1.220 campos de futebol oficiais. O n\u00famero representa apenas 0,1% de toda a \u00e1rea desmatada no Brasil, que chegou a 984.794 ha. Essa \u00e9 a primeira vez desde 2019 que o Brasil registra menos de 1 milh\u00e3o de hectares desmatados em um \u00fanico ano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estado aparece na 20\u00aa posi\u00e7\u00e3o do ranking nacional do desmatamento e responde por somente 0,4% dos alertas validados em territ\u00f3rio nacional. O resultado coloca Alagoas como o 8\u00ba que menos desmata no pa\u00eds, apresentando um dos maiores recuos proporcionais registrados em 2025, o que representa um avan\u00e7o significativo na redu\u00e7\u00e3o da devasta\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados s\u00e3o elaborados a partir da valida\u00e7\u00e3o e refinamento dos alertas de desmatamento, como explica o coordenador de Geoprocessamento do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA\/AL), Daniel da Concei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cDurante o processo de valida\u00e7\u00e3o e refinamento dos alertas \u00e9 realizada uma an\u00e1lise das causas do desmatamento com base na observa\u00e7\u00e3o da \u00e1rea desmatada e seu entorno, os chamados vetores de press\u00e3o. Eles s\u00e3o atribu\u00eddos como causa para cada um dos alertas de desmatamento, que podem ser: agropecu\u00e1ria, aquicultura, expans\u00e3o urbana, minera\u00e7\u00e3o, garimpos, estradas, empreendimentos de energia renov\u00e1vel, reservat\u00f3rio\/a\u00e7ude ou eventos clim\u00e1ticos extremos. A agropecu\u00e1ria \u00e9 o principal vetor, assim como \u00e9 a realidade do nosso estado\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Da \u00e1rea total desmatada no Brasil em 2025, cerca de 4,7% aconteceu dentro de alguma Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o (UC). Em Alagoas, esses alertas aparecem em UCs de uso sustent\u00e1vel, como as \u00c1reas de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA), que permitem atividades de produ\u00e7\u00e3o rural em propriedades privadas, e acontecem tanto no bioma Caatinga quanto na Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A redu\u00e7\u00e3o \u00e9 um resultado direto do fortalecimento das pol\u00edticas p\u00fablicas de combate ao desmatamento em Alagoas, um trabalho que envolve opera\u00e7\u00f5es integradas de fiscaliza\u00e7\u00e3o do IMA\/AL em parceria com outros \u00f3rg\u00e3os. S\u00e3o a\u00e7\u00f5es cont\u00ednuas de conscientiza\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o ambiental junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o e empreendedores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro fator importante \u00e9 o controle ambiental exercido por meio do licenciamento e das autoriza\u00e7\u00f5es de supress\u00e3o vegetal emitidas de forma regular. Esse acompanhamento permite que atividades permitidas por lei ocorram dentro dos crit\u00e9rios t\u00e9cnicos e ambientais exigidos, evitando interven\u00e7\u00f5es ilegais e reduzindo os impactos sobre a vegeta\u00e7\u00e3o nativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAl\u00e9m das a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o, o monitoramento por imagens de sat\u00e9lite e o cruzamento com base de dados ambientais t\u00eam ampliado a capacidade de resposta do \u00f3rg\u00e3o, possibilitando identificar \u00e1reas desmatadas com mais rapidez e direcionar opera\u00e7\u00f5es de campo de forma mais eficiente\u201d, completou o coordenador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o diretor presidente, Gustavo Lopes, o resultado deve ser comemorado e servir como um exemplo de que o trabalho em Alagoas continua com o foco principal em garantir que um futuro sustent\u00e1vel seja cada vez mais poss\u00edvel para todos os alagoanos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEsses dados mostram que estamos avan\u00e7ando no combate ao desmatamento, resultado de um trabalho cont\u00ednuo desenvolvido pelo IMA\/AL em parceria com outros \u00f3rg\u00e3os e com a sociedade. Isso demonstra como as a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o, monitoramento, educa\u00e7\u00e3o ambiental e licenciamento, realizados de forma respons\u00e1vel, t\u00eam contribu\u00eddo para a preserva\u00e7\u00e3o dos nossos recursos naturais, garantindo o desenvolvimento aliado \u00e0 sustentabilidade para as futuras gera\u00e7\u00f5es\u201d, finalizou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados do Relat\u00f3rio Anual do Desmatamento no Brasil (RAD2025), divulgado pela plataforma MapBiomas, revelam que Alagoas registrou uma redu\u00e7\u00e3o de 68,4% no desmatamento em 2025, apresentando um dos maiores recuos proporcionais do pa\u00eds no per\u00edodo analisado. Neste sentido, o Instituto do Meio Ambiente (IMA-AL) tem atuado efetivamente para evitar a supress\u00e3o vegetal. 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