O influenciador digital e pré-candidato a deputado federal Patrick de Almeida Silva, conhecido como “PTK”, teve a prisão mantida após audiência de custódia e já foi encaminhado ao sistema prisional de Alagoas. A informação foi confirmada pelo delegado Igor Diego, da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco).
PTK foi preso nessa quarta-feira (03) durante a Operação Morro do Alemão, que investiga a atuação da facção criminosa Comando Vermelho em Alagoas. Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam com o influenciador R$ 20 mil em espécie, dois aparelhos IPhone, dois anéis de ouro e um pendrive, materiais que serão analisados no decorrer das investigações.
Um dos elementos que reforçaram a apuração foi um áudio divulgado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-AL), no qual aparece uma conversa atribuída ao líder do Comando Vermelho em Alagoas, conhecido como Nem Catenga, solicitando apoio político ao influenciador.
Na gravação, PTK afirma que a facção precisaria ter “um representante nosso” para manter “uma voz ativa” no cenário político. De acordo com a investigação, o influenciador teria sido escolhido pelo grupo criminoso para disputar um cargo eletivo em Maceió durante as eleições de 2024.
Segundo o delegado Igor Diego, a facção buscava ampliar sua influência política no estado por meio de candidaturas ligadas à organização criminosa. As investigações apontam que a estratégia envolveria a aproximação de pessoas com visibilidade pública e potencial eleitoral.
A operação foi coordenada pela SSP-AL e teve como objetivo cumprir mandados judiciais expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital contra integrantes do Comando Vermelho. As ações ocorreram simultaneamente em Maceió, Marechal Deodoro e no Rio de Janeiro.
Outro ponto que passou a ser analisado pelos investigadores foi a situação financeira do influenciador. Durante coletiva de imprensa, os delegados responsáveis pelo caso informaram que não foram encontradas declarações de renda compatíveis com o patrimônio, as movimentações financeiras e o padrão de vida exibido publicamente por PTK.
A análise financeira do investigado passou a ser um dos principais eixos da apuração, que busca identificar a origem dos recursos e possíveis vínculos com atividades criminosas. O caso segue sob investigação da Polícia Civil e da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas.
Com informações Gazetaweb/Portal ACTA




